3 de abril de 2009

"Nirvana Sanguinolento"



O que é vermelho, grosso e deixa gosto estranho na boca? Para os que não são pervertidos a resposta correta seria, sangue!

O líquido que corre em todas as nossa veias e permite o transporte de oxigênio para todos os orgãos vitais do nosso corpo, nem sempre é ligado a esse papel de preservação. Justamente o oposto. Quanto mais sangue, maior a ligação com a morte. Levando isso em consideração, MadWorld é o jogo mais mortal já visto.

Na história você controla Jack, em um programa que se fosse escolher poucas palavras para resumir seriam, "Big Brother" (Podre) e Matança (UHU!) que juntos daria "Matança de Big Brother" o que pra mim é perfeito. Voltando ao jogo, você está matando pessoas enquanto a galera assiste pela TV(Com direito a locutores). É um jogo, "e eu tô aqui pra ganhar".

Jack, é simplesmente o ápice do termo brucutu. Ele simplesmente tem uma motossera ligado ao braço e vai matando os inimigos como se estivesse brincando de "Comichão e Coçadinha"(A versão Ultra-Violenta de Tom e Jerry em "Os Simpsons) com a fuça deles. Ele é um Picasso. Não porque é artista, mas porque desfigura todos que toca, e por algum motivo você gosta disso.

Assistiu Sin City? Pois é, leia a revista seu desgraçado. Mas o mundo criado em MadWorld é uma cópia do estilo da revista. Apresentado em preto e branco, para alguns pode afugentar, mas essa escolha serve apenas para destacar o personagem principal do jogo, o sangue. Onomatopeias voando pelo cenário junto a nacos de ossos e carne só faz a experiência parecer distinta de tantas outras. Nada de frescuras de "visual clean" aqui. Poluição visual é o que domina, junto com Jack, e o sangue.

Usando o Wii-Remote, e o Nunchuk com o método de controle, o jogo responde bem, e usa algum movimento, não tornando o uso dos movimentos algo besta e desnecessário. O fato do jogo ter sido construído especificamente para o Wii o faz dele um jogo melhor e mostra do quanto o Wii é capaz de tornar algumas experiências bem imersivas. Fazer movimentos com o controle para a motoserra acompanhar é o mais próximo de um Nirvana Sanguinolento que qualquer um vai poder chegar sem ter que se preocupar com as autoridades.

Tudo no jogo é tão bem interligado que tudo parece natural. As músicas rápidas, os comentaristas que xingam mais que prostituta caloteada, e os sons de corpos sendo dilacerados fazem você gozar pelas orelhas (Isso é uma metáfora, não há como gozar pelas orelhas, a não ser que você tenha algum problema, e se tem, caramba...para de ler esse post e vai para um médico urgentemente dar uma olhada nisso). Destaque para os comentaristas que são hilários quando falam das suas ex-mulheres ou das execuções que aparecem na tela.

Pena ser curto. Até demais. Em 5 horas eu o terminei, e esperava mais. Bem mais. Mas o pouco que se tem é o suficiente para acalmar os nervos de pessoas sedentas por morte. Até porque ele é viciante e te incita a criar novas maneiras de matar, e cria um mundo original (mesmo sendo cópia de Sin City) e deixa tudo na mão do jogador.