18 de outubro de 2009

Super Castlevania IV


Chegando o final do mês de outubro há a comemoração do Dia das Bruxas, que os brasileiros, por falta de criatividade, copiaram e comemoram, só para parecer americanos. Nem "Dia das Bruxas" dizem mais. É "Halloween". Pra mim sempre será Dia das Bruxas. E é justamente nessa época que o macabro começa a permear a mídia.

Bem, por coincidência, passei a jogar Super Castlevania IV que envolve todo tipo de monstros e temores clássicos. Zumbis, Monstro de Frankenstein e os que estão na moda agora, vampiros. Mas não são os vampiros emos de "Crepucúlo" que você enfrenta aqui. É Dracula, e o seu maldito castelo, conhecido como Castlevania (daí o nome do jogo, dã).

É o tipo de jogo simples, mas que a atenção nos detalhes faz uma simples caminhada de um ponto "A" ao ponto "B" se tornar algo memorável. A arma principal é um chicote (ui), mas há armamento secundários, como machados, facas, cruzes (sabe, porque vampiros odeim cruzes), água tempo (mesma coisa que as cruzes) e um relógio que para o tempo. Vou repetir. Um relógio que para o tempo. Tais armas existem desde o primeiro Castlevania, mas se alguma coisa Castlevania IV demonstra é que é possível ter uma experiência diferente com os mesmos elementos de experiências anteriores.

Nesse caso a diferença fica na capacidade de imersão e na criatividade dos designs de fases. Você sente realmente que está em um castelo medieval, ou em uma caverna sombria. Os ossos de visitantes anteriores espalhados pelo cenário. É tudo crível, por mais incrível que seja. Mas além disso, a exploração do cenário se torna sobrenatural, te fazendo compreender como o fantástico pode ser tão atraente e, ao mesmo tempo, tão mortal.

Ele usa um ecletismo de inspirações para a criação de inimigos, cenários e até na música. Há variância entre músicas clássicas e até pequenas peças de rock. Seria estranho, se não fossem tão bem elaboradas.

Não tive a oportunidade de jogar Castlevania IV quando o Super Nintendo estava no seu auge, mas agora que experimentei, me arrependo de não tê-lo feito. Um clássico, de uma série clássica, antes dos personagens principais se tornarem emos superpoderosos.

Religião, Política e Futebol


A tríade da mudez. Não podemos falar disso. Isso não se discute. Sexo, se discute. Morte, se discute. Guerra, se discute. Tecnologia, se discute. Engraçado, tirando futebol, todos esses tópicos envolvem política ou religião e, em alguns casos, os dois.

Por que diabos não se fala desses três assuntos?

Começando pelo que esses três pontos tem em comum. São uma grande parte de pessoas, colocando as suas crenças na mão de outros poucos punhados de pessoas. 12 no futebol (11 em campo e um técnico), 9 na política (presidente, governador, prefeito vereador, deputados estadual e federal e 3 senadores), e dependendo da religião que se segue, pode variar, mas na maioria dos casos é só um cara.

Outro ponto em comum entre esses três pontos. Elas envolvem algo que por muitos é visto como virtude: fé. A fé nada mais é que uma desculpa para se acreditar em algo, sem ter que se pensar muito sobre isso depois que passa a acreditar. Seria como se você casasse com uma linda mulher (no caso de você ser uma mulher e não curtir outras mulheres, troque "mulher" por "homem") e nunca suspeitasse dela ser uma traidora (de qualquer nível: sexualmente, economicamente, gamisticamente etc). O que é lindo e maravilhoso. Você acredita na fidelidade da sua mulher.

Mas a fé vai além de acreditar. É chegar em casa, ver a mulher nua com outro homem na sua cama, e falar "oi" pra ela como se não houvesse nada de errado nisso. É um fato que não existe, porque a fé o bloqueia. Se o seu time de futebol perde pra outro, não é porque ele perdeu. É porque o juiz roubou pro time adversário. Se o seu candidato foi pego fazendo um modelo em tamanho real da Caixa Forte do Tio Patinhas, com uma piscina de dinheiro mesmo, não é roubo. É apenas intriga da oposição. Se o seu pastor foi pego falando que a Igreja é só pra receber dinheiro dos fiéis, é porque os que falam isso são os demônios que querem a sua alma.

Para se escolher lados nesses três âmbitos as pessoas usam como base, as influências próximas, e ir de contra a escolha de uma pessoa, é ir contra as pessoas próximas à eles. Esse é o verdadeiro problema. Mas a verdade é, que a escolha de uma religião, de um pensamento político e de um time, é tomar decisões antes de encarar os fatos. É tornar as crenças em fatos.

Há uma série de programas na Rede Globo chamada "Sagrado", em que a cada dia um representante de uma religião diferente fala sobre temas envolvendo aspectos espirituais. Há represetantes do islamismo, judaísmo, catolicismo e religiões afro-brasileiras e etc. Começando, sabe quantas religiões afro-brasileiras existem? E só colocam uma representante de todas elas? É como colocar o Corinthians para representar todos os times de São Paulo. Mas mais impressionante, é que a idéia do programa é sobre a união das religiões. E por isso, não há nenhum representante ateu. Sabe como é, os ateus iriam chegar estragando tudo com fatos.

O partidarimso político nada mais é que, tomar decisões antes de ouvir qual é o problema. E qualquer política se baseia em pensamentos éticos e morais provenientes da religião. É interligado. Como isso não pode ser discutido?

A mutação é a maneira que encontramos para sobreviver. Ou seja, nada é para sempre. O Palestra Itália virou o Palmeiras, o liberalismo deu origem neoliberalismo, e o catolicismo deu origem ao protestantismo. Se há mudança, há o que ser discutido.

A idéia é que não se discuta porque a opinião de cada um é pessoal, e não há porque criar conflito já que não vai se chegar a lugar algum. E talvez pela discussão não se chegue. Talvez. Há ainda a possibilidade de haver mudança. Mas jamais vai se chegar a lugar algum se os canais não estão abertos.

Primeiro, cada pessoa acredita porque acha que está certa. Ninguém acredita em algo que está errado. Isso é idiota. Cada idéia que se tem, é precisa ser testada. Do contrário vai ocupar espaço desnecessário na sua cabeça. É pra isso que há discussões.

Outro dia, estava em um engarrafamento. O engarrafamento ocorreu, porque a Imagem da Santa Nossa Senhora de Nazaré estava passando. Ao longo da semana percebi que o trajeto que tal imagem iria percorrer estava sendo asfaltada, e isso não deve ser discutido? Fui estuprado religiosamente, politicamente. Tudo bem. Mas é uma pena chegar em casa, ligar a TV e ver pessoas falando dos times do Rio de Janeiro e de São Paulo (Sendo que sou gaúcho e moro em Belém do Pará). Pronto. Fui estuprado futebolisticamente.

Que provas há de que Deus existe? Se a sociedade é capitalista, porque ainda se fala de partidos de esquerda? Por que o Corinthians e o Flamengo tem mais tempo de exposição na mídia, já que nenhum deles está em primeiro colocado no campeonato brasileiro? Isso são temas pra discussão, e que dizem respeito a todos os torcedores, politizados e crentes e não crentes. Não há como ou porque fugir. Só se não tiver argumentos. Então é necessário mudar o ditado popular para "assuntos que um ou dois dos lados não tem argumentos não se discute".

13 de setembro de 2009

Contra Rebirth



No filme o "Sétimo Selo", dirigido pelo falecido Ingmar Bergman, o tema principal é a morte. Devem ter visto alguma paródia com esse filme e a situação mais famosa do filme: o jogo de xadrez entre o cavaleiro, (protagonista do filme) e a Morte, personificada. O que isso tem a ver com Contra Rebirth, para WiiWare? Além de ser uma maneira de tentar mostrar que sou um cara culto, mesmo sem nem sequer tendo visto o filme, mas pesquisei sobre ele na internet...o que é uma outra lição de como é fácil enganar pessoas no "mundo do Wikipedia", a morte é algo que vai ter que se acostumar e a lidar constantemente com a certeza da vida.

Contra Rebirth é um retro-remake, como foi Mega Man 9, também lançado para o canal de compra do Wii, só que agora se baseando na série Contra. E a principal inspiração foi o jogo de Super Nintendo, Contra 3.

Diferente de Mega Man 9, "Rebirth" usa algumas melhorias gráficas no jogo, principalmente na animação dos personagens, muito mais fluídas que jogos de Super Nintendo. Mas nada disso se compara ao uso dos efeitos de proximididade e distanciamento, criando uma maior imersão no jogo, como por exemplo na primeira fase, em que você está em uma nave alienígena e o chefe pode ser visto por uma janela, bem distante e vem se aproximando até entrar pela janela. Clássico!

Para quem conhece a série, as músicas vão ser lembradas na hora, e para quem estiver jogando pela primeira vez, se tiver alma, vai entender porque mais de 20 anos depois a música da primeira fase é lembrada por quem já a conhecia antes.

O complexo jogo funciona da seguinte maneira: Mate. É um puro jogo de tiro desenfreado, em que pensar pode levar a um único resultado: a sua morte. As armas disponíveis para o jogador são as mesmas de sempre, a "escopeta" que atira vários tiros que se dispersam, o missil seguidor, e o sempre temido laser (temido porque é o único tiro que não serve pra nada). São apenas esses três tiros (além da metralhadora inicial) e é a primeira falha do jogo.

O que faltou de criatividade em criação de novos tipos de armas, sobrou em design de fase. Esse remake apresenta melhoras únicas, que demonstram como eles devem ser feitos, como a Torre, inimigo clássico do Contra, que ao você derrotar, ela cai e se transforma em uma ponte para ajudar a avançar no jogo. Os chefes também são extremamente divertidos de matar (Sim. Matar é divertido, mas só em Contra), e também são o grande diferencial desse jogo para outros da série.


Uma partida de Contra Rebirth, segundo Ingmar Bergman

Agora vamos aos pontos negativos. O jogo é difícil. Extremamente difícil. Não seria Contra sem isso. É o tipo de jogo que vai testar o seu valor como verdadeiro gamer, e que vai te deixar orgulhoso cada vez que passar de uma fase. O pensamento filosófico do jogo é: a morte é divertida de ver e de fazer, mas não de vivenciar. Evite-a, e seja feliz...até o dia que morrer. Viram só como video games violentos ajudam a preservar a vida?

Mas algo que falta ao jogo é duração. Ele acaba extremamente rápido, talvez seja o mais curto da série. Algumas coisas ajudam a aumentar o tempo da experiência, como alguns elementos destraváveis, como dois novos personagens, uma "roboa" e um lagarto humanóide. Só que aí vem um pesadelo. A nova dificuldade. É aí que o Sétimo Selo entra, nessa análise. Contra é a Morte Personificada, e essa nova dificuldade é a abertura do Sétimo Selo, que dá origem ao Apocalipse. Adeus.

13 de julho de 2009

Nostalgia do Difícil


Olá leitores que não leem nada porque não existem.

Recentemente ao ler um especial sobre como anda a dificuldade nos games modernos tive a ideia desse post.

Há dificuldade em games? Só para quem não tem experiência. Jogadores como eu não encontram dificuldade em game algum.

Recentemente, eu ganhei de presente (de um amigo chamado Doda, que tive que colocar o nome dele aqui porque se eu não colocasse ele poderia reclamar que não citei o nome dele) para o meu Wii (só disse isso pra deixar claro que tenho um Wii, enquanto você, leitor, não tem. Deve ser porque não existe) o jogo Super Mario Bros 2. The Lost Levels. É o Mario mais difícil da face da Terra. Não há maior sentimento de vazio quando você vê a tela de Game Over tantas vezes seguidas, que quando não a ve, você pensa que o mundo é belo.

Mas estranho, encontro maior dificuldade em games passados que atuais. Por que será? Será que se passa tanto tempo produzindo os melhores jogos técnicamente perfeitos possíveis e mais divertidos, que esquecem de colocar o desafio necessário para dar aquela satisfação de "trabalho completo" ao terminar um jogo?

É uma reclamação básica. Os que amam livros dizem que os livros atuais estão idiotas. Os cinéfilos também. E agora eu como gamer falo isso dos jogos. Não há dificuldade nos jogos.

Os jogos divertidos do passado tem um lugar especial na minha mente. Mas os jogos mais dificeis que consegui terminar tem um lugar eterno na minha vida mortal. Por isso que os anos passam e cada vez mais os jogos modernos se tornam mais descartáveis e não ficam muito tempo na minha estante psicológica.

E isso não parece que irá mudar.
É a "imbecilização" do video game. Isso mostra que ele é cultura também.

8 de julho de 2009

RPGs: A verdade!



Não ando jogando RPGs muito atualmente. Antigamente eu mesmo criei um estilo, claro...com algumas cópias de outros estilos, mas mesmo assim, criei algo, e quero deixar aqui um texto que não é de minha autoria, mas que o autor não vai se importar de eu colocar aqui (Já que ele pede isso no próprio texto).


O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil
Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.
O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.
TERESÓPOLIS
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.
Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).
Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo. O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.
A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.
OURO PRETO
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.
Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.
De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.
Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.
Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).
Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.
GUARAPARI
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).
O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.
Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.



Fonte: Nerds Somos Nozes

Só pra dizer que fiz alguma coisa nesse post...quero reiterar que RPGs são fodas, mas não fodem ninguém!

29 de junho de 2009

Rei do Pop No Mundo Nerd


Não querendo parecer hipócrita, pois no meu último post até liguei o Michael Jackson ao papel de pedófilo. Apesar de nunca ter achado ele culpado pelos dois casos de pedofilia, sempre usei esse aspecto dele, mais para fins cômicos do que de fato veridícos. Feita a minha mea culpa, devo dizer que sempre o achei um exemplo de artista, e sempre disse que se eu soubesse fazer o Moonwalk, eu seria um dançarino satisfeito (mesmo não querendo dançar ou gostar disso). Mas, vamos ao post:
Sei que estou seguindo uma tendência de todos meios de comunicação possíveis: falar do Michael Jackson. Mas diferentes deles, não vou falar da pedofilia dele, ou mostrar pela milésima vez "Black and White", ou "They Don't Care About Us".

Como nerd que sou, devo falar do Michael Jackson em todos os acontecimentos nerds possíveis.


Nos Games


Em 1988, com o lançamento do filme Moonwalker estrelado pelo Rei do Pop, a Sega resolveu pegar a imagem de Michael e lançar um jogo baseado no filme. Tem uma versão para fliperama, e para computadores caseiros da época, mas a que todo mundo lembra é a do Mega Drive, lançada em 1990 e com a colaboração de MJ.

A primeira cena do jogo é a de Michael entrando em um clube escuro, e jogando uma moeda em uma jukebox, e as luzes se acendem, ao som de Smooth Criminal (sem voz, já que as capacidades sonoras da época eram precárias). O resto do jogo era mediano, e tem um conceito que nos dias de hoje, assim como foi na época, é cômico. Controlando Michael, você deve derrotar o vilão, Mr Big, e os seus capangas. E que armas Michael usa? A dança fatal. Moonwalks assassinos, chutes que soltam purpurinas fatais. A dança nunca foi tão violenta como em Moonwalker.

Não bastava isso, o objetivo é encontrar crianças escondidas pela fase. Certo...na época não havia tido nenhum tipo de casos de pedofilia, por isso fizeram o jogo sem problema. Mas hoje em dia é engraçado ver isso. Mas não mais bizarro que depois de "encontrar" todas as crianças um macaco aparece no ombro de Michael apontando o local que deve ir. Para quem não sabe, é o famoso macaco de estimação de Jackson, chamado Bubbles. É ainda mais estranho ver isso, já que Bubbles não está no filme.

O jogo contava com mais algumas possibilidades interessantes. Podendo fazer um "especial" em que todos os inimigos da tela começam a dançar uma coreagrafia que muda de acordo com a fase. Por exemplo, na terceira fase, Michael está enfrentando zumbis. Advinha qual é a coreagrafia? A de Thriller, é óbvio. E quando digo que todos os inimigos dançam, todos dançam. Isso vai de soldados, zumbis, cães e morcegos. O pior é ver um cachorro dançar melhor que eu.

E pegando outro elemento do filme, há momentos do jogo em que uma estrela cadente cai no cenário e MJ vira um robô assassino de 3 metros e que voa. Além de tudo, Michael Jackson é um Transformer?! Morra Optimus Prime, morra! Ainda completando o seu repertório de fodacidade, no final do jogo Michael vira uma nave (também copiado do filme), e vai atrás do vilão do jogo, Mr Big.

A trilha sonora do jogo é boa, claro, mas há apenas 5 músicas. "Bad", "Beat It", "Another Part of Me", "Billie Jean" e "Smooth Criminal". O que não ficou de fora foram os gritinhos. Não seria Michael sem gritos agudos. No geral, o jogo não é ruim. É apenas repetitivo, e sem nada novo. Mas foi a única vez que cheguei perto de fazer o Moonwalk (sim, dá pra fazer isso no jogo).

Outras duas participações de Michael nos games vale ser mencionada. No jogo de boxe Ready 2 Rumble 2, Michael é um dos lutadores famosos que podem ser selecionados. Outros são Bill e Hillary Clinton e Saquille O'Neil. O Rei do Pop usa uma das suas luvas brilhantes no jogo, e também dá os seus gritos.
E como não poderia deixar de ser, Michael participou de um jogo de dança, chamado Space Channel 5, emprestando a sua voz e seus movimentos para Space Michael. Também ouve uma continuação, chamada Space Channel 5: Part 2.

Alguns dias antes de morrer, um rumor surgiu dizendo que Jackson ia aparecer em um novo jogo para Wii, PS2 e PS3. Quem sabe agora tentam lucrar em cima da imagem do Rei do Pop, tendo em vista que, do nada, milhões de novos fãs apareceram?
No Cinema


1978, um ano antes de lançar o álbum "Off The Wall" (aquele que tem a música do Video Show, "Don't Stpo 'Til You Get Enough"), ele participou de uma versão urbana-negra do mágico de Oz, interpretando o papel do Espantalho sem cérebro (Paul McCartney dúvida disso).

Contracenando com a famosa cantora de músicas de discoteca dos anos 70, Diana Ross. A idéia era fazer uma adaptação de uma peça da Broadway que era uma adaptação do livro, misturando o aspecto fantasioso da história com a cidade de Nova Iorque dos anos 70. É, a maconha rolava solta naquela época(?).

Dirigido por Sidney Lumet(Um dia de Cão) e escrito por Joel Schumacher (que é mais conhecido como diretor atualmente). É aquele tipo de filme que só tem atores americanos negros, como o comediante Richard Pryor. A pior parte: Michael não faz o moonwalk.

Mas a presença de Michael nunca foi muito forte em filmes. Mesmo tendo clipes cinematográficos, não teve pretensão de parecer ator, algo que é muito melhor aceito, porque nos dias de hoje qualquer um que pega um microfone e tem o seu clipe na MTV resolve fazer um filme.

MJ só fez mais algumas breves aparições em filmes, como em Homens de Preto 2 de 2002, em que ele se comunica com o chefe da MIB, e diz que gostaria de ser um agente, falando "Eu poderia ser o Agente M". E pegando um pouco essa idéia, ele faz o Agente MJ, em um filme paródia chamado "Miss Cast Away", que não foi lançado no Brasil, provavelmente por ser ruim demais.

Na Televisão

Sem citar os clipes, e as paródias (assim como não fiz nos filmes), Michael Jackson só "apareceu" uma vez, e foi em um episódio engraçadissímo de Os Simpsons. Veja só: Bart coloca o seu chapéu vermelho da sorte em uma máquina de lavar, que estava lavando roupas claras, e isso deixa todas as camisas brancas de Homer, rosas. Então quando está indo para o trabalho, todos os seus colegas estão com camisas brancas, e o Senhor Burns percebe aquilo e decide mandar Homer para um hospital psiquiátrico.

Chegando lá, Homer tem um parceiro de cela chamado Leon Kumpowsky, um homem gordo, careca que pensa que é Michael Jackson. É esse o personagem que Michael dubla. No episódio tem moonwalks (Oba!), em uma cena que Homer admite não saber quem é Michael Jackson, e Leon faz uma breve encenação de "Billie Jean". Depois Homer tenta fazer o moonwalk e vai pra frente.. Há também uma música que Leon/Michael ajuda compor junto com Bart em homenagem a Lisa, pelo seu aniversário. O nome da música? "Lisa it's your birthday".

É um dos episódios que nunca mais vi, e sempre quis ver de novo. Assisti nos primeiros anos que passaram na Globo. Tem aquele espirito inicial dos Simpsons, que misturava comédia e um pouquinho de drama.

O Rei do Pop também passou pelo reinado nerd. E eu agradeço, e realmente esperava pelo seu retorno. Ano passado, resolvi relembrar a carreira dela quando vi muita propaganda dos 25 anos de Thriller, e agora fico feliz de ver que outros estão relembrando também, pena que o custo foi a vida dele. Descanse em paz Michael Joseph Jackson (isso se não for um golpe publicitário ou algo do tipo) e dance Thriller na sua cova com os outros cadáveres a sua volta. Apenas você pode fazer isso.

18 de junho de 2009

Profissão: Garoto de Jornal!




Esse é primeiro post que faço, como jornalista!

Essa semana fui ver as minhas notas que tirei no semestre. Duas notas 10 em Telejornalismo. Demais! Mas nunca dois 10, valeram tão pouco perante aos nossos futuros chefes.

A decisão do STF (Supresinha que Te Ferra), de não exigir mais o diploma de jornalismo para exigir a profissão, já deixou o dia 17 de junho conhecido como o dia que o jornalismo está a beira da morte.

Drama?Talvez. Mas pensemos no seguinte: se o diploma não era o suficiente para impedir que erros grotescos na profissão ocorressem, imagine agora, sem esse pequeno muro.

Vamos expandir um pouco esse pensamento. Começando com: o jornalismo é horrível. Ele comete erros graves, e prejudica muitos, sim. Mas por que? Apenas por má indole dos jornalistas?

Então os médicos que deixam pacientes morrer em pias de hospital de Belém são péssimos médicos, e o diploma de medicina também não deveria ser obrigatório, também. As leis que contém brechas, permitindo criminosos prosperarem também mostram uma incapacidade dos alunos que se formaram em Direito, e por isso o diploma para exercer essa profissão também não deve ser obrigatório.

Se há erros em jornalismo, não é culpa do diploma. O problema fica em quem manda no jornalismo. E garanto que quem manda no jornalismo no Brasil, não tem diploma de jornalismo.

O diploma não serve apenas como diploma. Ele é como o hímem, só que inverso. Se você tem hímem, é virgem, inexperiente. Se você não tem, é experiente. Claro que há exemplos de mulheres com hímen que fizeram sexo, e de mulheres que não tem, e são virgens. Mas na grande maioria o exemplo serve para diferenciar os experientes dos não experientes.

Muito se diz que em países, como os EUA, o diploma de jornalista não é obrigatório. Nem devo dizer que o EUA não é exemplo de jornalismo. Pelo menos, não o EUA recente. Com fraude em eleições, informações falsas sobre bombas em outro países, e apoio livre à uma guerra injusta, esse argumento perde força.

A obrigatoriedade do diploma não é exemplo de censura. Quantas pessoas que não tem diploma trabalham em jornais? Não há proibição alguma. O problema é que jornalista, por nome, trabalha TODA HORA com noticias. E não apenas com as que entende.

Acham que os donos de jornais vão contratar um jornalista por assunto? Um advogado pra falar de legislação? Um economista pra falar de economia? Um cozinheiro pra falar de culinária? Um diretor pra falar de filmes? Um pedófilo pra falar do Michael Jackson?

O jornalista tem que saber de tudo. E a qualquer momento. Essa decisão do STF, vai fazer os leitores de Wikipédia prosperarem. Quem ganha com isso não são todos. São apenas os donos de jornais, que pagarão pouco para profissionais de segunda mão trabalharem.

Os advogados e médicos que irão escrever, serão os advogados e médicos fracassados. Porque se não conseguem dinheiro na sua profissão, e veem o jornalismo como refúgio, é porque algo deve ter dado errado.

Mas seja lá quem for que estiver lendo isso, saiba que, o Jornalismo não está morto. Porém, se até Dercy Gonçalves pode morrer, nem o Jornalismo está a salvo.

17 de junho de 2009

O texto mais antigo do mundo!


E ANTES DO PRINCÍPIO...OTÁVIO CRIOU DEUS.


Esse post é a coisa mais antiga já escrita na humanidade...porque fala de antes do começo. É tipo "Bíblia 0".

3 de abril de 2009

"Nirvana Sanguinolento"



O que é vermelho, grosso e deixa gosto estranho na boca? Para os que não são pervertidos a resposta correta seria, sangue!

O líquido que corre em todas as nossa veias e permite o transporte de oxigênio para todos os orgãos vitais do nosso corpo, nem sempre é ligado a esse papel de preservação. Justamente o oposto. Quanto mais sangue, maior a ligação com a morte. Levando isso em consideração, MadWorld é o jogo mais mortal já visto.

Na história você controla Jack, em um programa que se fosse escolher poucas palavras para resumir seriam, "Big Brother" (Podre) e Matança (UHU!) que juntos daria "Matança de Big Brother" o que pra mim é perfeito. Voltando ao jogo, você está matando pessoas enquanto a galera assiste pela TV(Com direito a locutores). É um jogo, "e eu tô aqui pra ganhar".

Jack, é simplesmente o ápice do termo brucutu. Ele simplesmente tem uma motossera ligado ao braço e vai matando os inimigos como se estivesse brincando de "Comichão e Coçadinha"(A versão Ultra-Violenta de Tom e Jerry em "Os Simpsons) com a fuça deles. Ele é um Picasso. Não porque é artista, mas porque desfigura todos que toca, e por algum motivo você gosta disso.

Assistiu Sin City? Pois é, leia a revista seu desgraçado. Mas o mundo criado em MadWorld é uma cópia do estilo da revista. Apresentado em preto e branco, para alguns pode afugentar, mas essa escolha serve apenas para destacar o personagem principal do jogo, o sangue. Onomatopeias voando pelo cenário junto a nacos de ossos e carne só faz a experiência parecer distinta de tantas outras. Nada de frescuras de "visual clean" aqui. Poluição visual é o que domina, junto com Jack, e o sangue.

Usando o Wii-Remote, e o Nunchuk com o método de controle, o jogo responde bem, e usa algum movimento, não tornando o uso dos movimentos algo besta e desnecessário. O fato do jogo ter sido construído especificamente para o Wii o faz dele um jogo melhor e mostra do quanto o Wii é capaz de tornar algumas experiências bem imersivas. Fazer movimentos com o controle para a motoserra acompanhar é o mais próximo de um Nirvana Sanguinolento que qualquer um vai poder chegar sem ter que se preocupar com as autoridades.

Tudo no jogo é tão bem interligado que tudo parece natural. As músicas rápidas, os comentaristas que xingam mais que prostituta caloteada, e os sons de corpos sendo dilacerados fazem você gozar pelas orelhas (Isso é uma metáfora, não há como gozar pelas orelhas, a não ser que você tenha algum problema, e se tem, caramba...para de ler esse post e vai para um médico urgentemente dar uma olhada nisso). Destaque para os comentaristas que são hilários quando falam das suas ex-mulheres ou das execuções que aparecem na tela.

Pena ser curto. Até demais. Em 5 horas eu o terminei, e esperava mais. Bem mais. Mas o pouco que se tem é o suficiente para acalmar os nervos de pessoas sedentas por morte. Até porque ele é viciante e te incita a criar novas maneiras de matar, e cria um mundo original (mesmo sendo cópia de Sin City) e deixa tudo na mão do jogador.

8 de fevereiro de 2009

Socos à venda!




Imagine a cena: Você é um samurai, e entrou em mais uma disputa contra inimigos incansáveis. Você dá o seu primeiro golpe para eliminar os adversários, e com sucesso os atinge e eles ficam mais vulneráveis a outro ataque. Porém, por algum problema, você não desfere a espada fatal que iria encerrar o embate. Essa situação jamais ocorreria em circunstância normais, porém em muitos jogos acontece...e muito.

Geralmente, isso ocorre em jogos de ação que envolvem combinações de ataques. Jogos como "God of War", "Devil May Cry" e similares. São os famosos "esmaga botões" em que o objetivo é apertar um ou dois botões repetidamente mas em sequências diferentes para efetuar ações diferentes.

Mas o que isso tem a ver com a repentina pausa do hipotético samurai? Atualmente, há uma tendência em jogos desse tipo terem um certo limite de avanço. Vou explicar. Você começa a aventura com um número limitado de ataques. Possibilitando combinações fracas. Entretanto com o avanço do jogo você vai "destravando" um maior acervo de possibilidades.

E como você habilita essa maior liberdade de destruição? Ora meu caro...com DINHEIRO! Claro que com dinheiro do jogo, mas mesmo assim você "compra" habilidade. Não há forma mais idiota de se "recompensar" o jogador.

O desempenho do personagem não deveria depender do próprio jogador? Os golpes e combinações já não deveriam ser uma linguagem de como o ser humano vê o jogo e não deveria estar ali desde o começo? Esse sistema de "compras" apenas emperra o jogo de ser completo desde o começo. E é uma maquiada no tempo de duração do jogo.

Adquirir coisas não é o problema(como armas, armaduras objetos tangíveis), mas sim adquirir elementos simples como por exemplo, um golpe à mais em uma sequência de ataques óbvia. Como por exemplo, a espadada final que o samurai hipotético deixou de dar nos seus rivais.
Ou você aceita o fato que não matou o último inimigo por problemas econômicos?




3 de janeiro de 2009

Linguagem Gamística







Todo meio de comunicação tem uma linguagem que os diferenciam. A literatura tem as letras, o rádio tem os sons, o cinema a imagem. E assim cada um tem um jeito único de atrair novos públicos. E qual é o do video game?

Um dos meus primeiros posts nesse blog foi sobre video game ser arte ou não. Essa discussão tem muito a ver com ela. Na verdade o que me fez criar esse post, é sobre um recente documentário que assisti, e que tratava de Hollywood e video games. A influência de um no outro, e as adaptações de um meio para outro.

Um dos pontos altos do documentário fica no final, em que um representante da industria gamistica relata que até hoje não há um "Cidadão Kane" nos jogos, que defina a narrativa do meio. Pessoalmente, essa colocação não me agrada. Entretanto, ela é precisa.

A maioria dos jogos que vendem bem, são jogos que tentam simular outros meios. A maioria é uma tentativa de transformar o cinema ou a televisão em algo interativo. Para muitos é agradável e prazeroso simular uma cena de ação que parece copiada de arrasa-quarteirões hollywoodianos. Até eu me empolgo. Só que (como qualquer arrasa-quarteirões) esse tipo de entretenimento é vazio, e é justamente o que dá má reputação aos jogos.

Atualmente o jogo mais elogiado e aclamado, é um tal de Metal Gear Solid 4. Uma das premissas da série Metal Gear Solid, é ser "um filme jogável". Nada de errado. Mas um jogo, é um meio completamente diferente. Não tem que ser filme jogável. Tem que ser algo diferente.

No inicio da televisão, muitos programas apenas usavam imagens estáticas acompanhadas de um texto gravado, que parecia tirado do rádio. A TV teve que inovar para se diferenciar completamente do rádio. Arranjar novos talentos que só eles pudessem arranjar. E é isso que os video games não fazem.

Roteristas, diretores, atores. Todos estão nos video games. E isso assusta. Não por causa da qualidade, mas pela perda de identidade dos video games. No momento a guerra dos consoles é travada por dois lados. Os ditos jogadores "hardcore", e os casuais. Donos de PS3 e Xbox360 contra os donos de Wii, respectivamente.

Os jogadores hardcore querem jogos mais realistas e mais parecidos com filmes de Hollywood. O tipo que alimentou tantos jogos de Segunda Guerra Mundial, até eles próprio cansarem do gênero. Isso porque queriam jogar um "Resgate do Soldado Ryan" em casa. Já os casuais querem jogar um jogo que está na moda, por 15 minutos, e depois não jogarem mais, até o lançamento do próximo jogo pop.

São duas metades da mesma laranja. Procuram apenas uma extensão de outro meio. Não algo único que só se pode arranjar no video game. É esse tipo de público que os video games precisam. E para atrair um público, primeiro precisa haver uma obra, que elimine tudo que se conhece. Que crie um mundo que nem sabiamos ser possível, que queremos conhecer e nem sabiamos.

Enquanto não haver essa quebra, um jogo que por vez elimine qualquer dúvida sobre o que é possível fazer de novo em um video game, o meio não será respeitado. Irá se tornar apenas entretenimento sem alma, e sem a singularidade capaz de justificar a sua própria existência.

Termino o post com um pensamento simples e que todo gamer deveria ter. O que ainda não foi criado e que apenas os video games podem criar? Qual seria o equivalente à um Cidadão Kane nos video games?