Não querendo parecer hipócrita, pois no meu último post até liguei o Michael Jackson ao papel de pedófilo. Apesar de nunca ter achado ele culpado pelos dois casos de pedofilia, sempre usei esse aspecto dele, mais para fins cômicos do que de fato veridícos. Feita a minha mea culpa, devo dizer que sempre o achei um exemplo de artista, e sempre disse que se eu soubesse fazer o Moonwalk, eu seria um dançarino satisfeito (mesmo não querendo dançar ou gostar disso). Mas, vamos ao post:
Sei que estou seguindo uma tendência de todos meios de comunicação possíveis: falar do Michael Jackson. Mas diferentes deles, não vou falar da pedofilia dele, ou mostrar pela milésima vez "Black and White", ou "They Don't Care About Us".
Como nerd que sou, devo falar do Michael Jackson em todos os acontecimentos nerds possíveis.
Nos Games

Em 1988, com o lançamento do filme Moonwalker estrelado pelo Rei do Pop, a Sega resolveu pegar a imagem de Michael e lançar um jogo baseado no filme. Tem uma versão para fliperama, e para computadores caseiros da época, mas a que todo mundo lembra é a do Mega Drive, lançada em 1990 e com a colaboração de MJ.
A primeira cena do jogo é a de Michael entrando em um clube escuro, e jogando uma moeda em uma jukebox, e as luzes se acendem, ao som de Smooth Criminal (sem voz, já que as capacidades sonoras da época eram precárias). O resto do jogo era mediano, e tem um conceito que nos dias de hoje, assim como foi na época, é cômico. Controlando Michael, você deve derrotar o vilão, Mr Big, e os seus capangas. E que armas Michael usa? A dança fatal. Moonwalks assassinos, chutes que soltam purpurinas fatais. A dança nunca foi tão violenta como em Moonwalker.
Não bastava isso, o objetivo é encontrar crianças escondidas pela fase. Certo...na época não havia tido nenhum tipo de casos de pedofilia, por isso fizeram o jogo sem problema. Mas hoje em dia é engraçado ver isso. Mas não mais bizarro que depois de "encontrar" todas as crianças um macaco aparece no ombro de Michael apontando o local que deve ir. Para quem não sabe, é o famoso macaco de estimação de Jackson, chamado Bubbles. É ainda mais estranho ver isso, já que Bubbles não está no filme.
O jogo contava com mais algumas possibilidades interessantes. Podendo fazer um "especial" em que todos os inimigos da tela começam a dançar uma coreagrafia que muda de acordo com a fase. Por exemplo, na terceira fase, Michael está enfrentando zumbis. Advinha qual é a coreagrafia? A de Thriller, é óbvio. E quando digo que todos os inimigos dançam, todos dançam. Isso vai de soldados, zumbis, cães e morcegos. O pior é ver um cachorro dançar melhor que eu.
E pegando outro elemento do filme, há momentos do jogo em que uma estrela cadente cai no cenário e MJ vira um robô assassino de 3 metros e que voa. Além de tudo, Michael Jackson é um Transformer?! Morra Optimus Prime, morra! Ainda completando o seu repertório de fodacidade, no final do jogo Michael vira uma nave (também copiado do filme), e vai atrás do vilão do jogo, Mr Big.
A trilha sonora do jogo é boa, claro, mas há apenas 5 músicas. "Bad", "Beat It", "Another Part of Me", "Billie Jean" e "Smooth Criminal". O que não ficou de fora foram os gritinhos. Não seria Michael sem gritos agudos. No geral, o jogo não é ruim. É apenas repetitivo, e sem nada novo. Mas foi a única vez que cheguei perto de fazer o Moonwalk (sim, dá pra fazer isso no jogo).
Outras duas participações de Michael nos games vale ser mencionada. No jogo de boxe Ready 2 Rumble 2, Michael é um dos lutadores famosos que podem ser selecionados. Outros são Bill e Hillary Clinton e Saquille O'Neil. O Rei do Pop usa uma das suas luvas brilhantes no jogo, e também dá os seus gritos.
E como não poderia deixar de ser, Michael participou de um jogo de dança, chamado Space Channel 5, emprestando a sua voz e seus movimentos para Space Michael. Também ouve uma continuação, chamada Space Channel 5: Part 2.
Alguns dias antes de morrer, um rumor surgiu dizendo que Jackson ia aparecer em um novo jogo para Wii, PS2 e PS3. Quem sabe agora tentam lucrar em cima da imagem do Rei do Pop, tendo em vista que, do nada, milhões de novos fãs apareceram?
No Cinema
1978, um ano antes de lançar o álbum "Off The Wall" (aquele que tem a música do Video Show, "Don't Stpo 'Til You Get Enough"), ele participou de uma versão urbana-negra do mágico de Oz, interpretando o papel do Espantalho sem cérebro (Paul McCartney dúvida disso).
Contracenando com a famosa cantora de músicas de discoteca dos anos 70, Diana Ross. A idéia era fazer uma adaptação de uma peça da Broadway que era uma adaptação do livro, misturando o aspecto fantasioso da história com a cidade de Nova Iorque dos anos 70. É, a maconha rolava solta naquela época(?).
Dirigido por Sidney Lumet(Um dia de Cão) e escrito por Joel Schumacher (que é mais conhecido como diretor atualmente). É aquele tipo de filme que só tem atores americanos negros, como o comediante Richard Pryor. A pior parte: Michael não faz o moonwalk.
Mas a presença de Michael nunca foi muito forte em filmes. Mesmo tendo clipes cinematográficos, não teve pretensão de parecer ator, algo que é muito melhor aceito, porque nos dias de hoje qualquer um que pega um microfone e tem o seu clipe na MTV resolve fazer um filme.
MJ só fez mais algumas breves aparições em filmes, como em Homens de Preto 2 de 2002, em que ele se comunica com o chefe da MIB, e diz que gostaria de ser um agente, falando "Eu poderia ser o Agente M". E pegando um pouco essa idéia, ele faz o Agente MJ, em um filme paródia chamado "Miss Cast Away", que não foi lançado no Brasil, provavelmente por ser ruim demais.
Na Televisão
Sem citar os clipes, e as paródias (assim como não fiz nos filmes), Michael Jackson só "apareceu" uma vez, e foi em um episódio engraçadissímo de Os Simpsons. Veja só: Bart coloca o seu chapéu vermelho da sorte em uma máquina de lavar, que estava lavando roupas claras, e isso deixa todas as camisas brancas de Homer, rosas. Então quando está indo para o trabalho, todos os seus colegas estão com camisas brancas, e o Senhor Burns percebe aquilo e decide mandar Homer para um hospital psiquiátrico.
Chegando lá, Homer tem um parceiro de cela chamado Leon Kumpowsky, um homem gordo, careca que pensa que é Michael Jackson. É esse o personagem que Michael dubla. No episódio tem moonwalks (Oba!), em uma cena que Homer admite não saber quem é Michael Jackson, e Leon faz uma breve encenação de "Billie Jean". Depois Homer tenta fazer o moonwalk e vai pra frente.. Há também uma música que Leon/Michael ajuda compor junto com Bart em homenagem a Lisa, pelo seu aniversário. O nome da música? "Lisa it's your birthday".
É um dos episódios que nunca mais vi, e sempre quis ver de novo. Assisti nos primeiros anos que passaram na Globo. Tem aquele espirito inicial dos Simpsons, que misturava comédia e um pouquinho de drama.
O Rei do Pop também passou pelo reinado nerd. E eu agradeço, e realmente esperava pelo seu retorno. Ano passado, resolvi relembrar a carreira dela quando vi muita propaganda dos 25 anos de Thriller, e agora fico feliz de ver que outros estão relembrando também, pena que o custo foi a vida dele. Descanse em paz Michael Joseph Jackson (isso se não for um golpe publicitário ou algo do tipo) e dance Thriller na sua cova com os outros cadáveres a sua volta. Apenas você pode fazer isso.