17 de novembro de 2008

Gênio um ano mais perto da morte!



Shigeru Miyamoto. É. Ponto final. Não preciso escrever mais nada. Quer dizer...só pra quem

tiver lendo saber quem ele é. E para quem não faz idéia de quem ele seja, saiba de uma coisa: você não seria quem é hoje se não fosse por ele.

Esse post é em homenagem, ao aniversário dele, que foi ontem, dia 16 de Novembro. Mas "quem é Shigeru Miyamoto?", você me pergunta. Ora, isso indica que você não é uma pessoa feliz.

Miyamoto nasceu em Kyoto, no Japão, no ano de 1952. É um músico amador japonês, formado no curso de Desenho Industrial. Um artista, para uns. Um Deus para a maioria. Por que? Ele é o criador do video game moderno. Todo mundo que jogou video game a partir dos anos 80 deve agradecer a ele.

Criador de Super Mario, Zelda, Donkey Kong, F-Zero, Star Fox e um monte de séries que influenciaram qualquer jogo que foi lançado depois deles. Sempre que Miyamoto trabalha em algo, a espera pode gerar um novo mundo, que você nem sabia que gostava.

Encerro esse post com apenas uma palavra: Parabéns!

15 de novembro de 2008

Comix Zone



O "timing" é um fator decisivo para que um fato seja o acontecimento do momento, criador de revoluções que jamais deixarão de ter a sua influência. Porém, também é responsável por grandes injustiças, e pode enterrar idéias que também causariam diferenças se tivessem a atenção necessária. "Comix Zone" é um grande exemplo de um jogo esquecido pelo tempo por sair na hora errada.


Em 1995, todos os jogadores de video games estavam jogando os seus recém adquiridos PlayStations, Sega Saturns, ou esperando por um Nintendo 64. Foi nesse período em que Comix Zone foi lançado para o, já então defasado,, Mega Drive. Esse talvez seja o único motivo que fez o game perder a aparência de novidade.


Mas vamos ao jogo. Você controla Sketch Turner, um quadrinista/roqueiro que durante uma noite trabalhando na sua revista em quadrinhos, um raio atinge o personagem e o leva para dentro da sua história. E pra piorar...Mortus (o vilão) sai para o mundo real e passa a tentar matar Sketch...desenhando na revista.


Ou seja, é que nem aquele desenho do Patolino em que ele está em uma página e uma mão misteriosa fica desenhando na revista apenas para sacanear com o Patolino. Só que com porrada. E aliens. E explosões. E a mão não é misteriosa.


Igualmente único são os seus gráficos. Eles são impecáveis. 13 anos depois eles ainda impressionam. Imagine na época que ele saiu. Antes de Cel-Shading, era assim que os desenvolvedores faziam um jogo parecer desenho. E era bom.


O uso dos quadros e painéis no jogo é provavelmente o aspecto que mais chama atenção, e de longe o mais criativo. Em vez de sair de uma sala, você sai de um quadrinho e vai pra outro. Cada fase é uma página. Dos balões de pensamento e diálogos, às onomatopéias, um ambiente de uma revista em quadrinhos perfeito é criado.


O jogo é uma mistura de ação com quebra-cabeças. A ação, com um sistema de lutas que usa apenas um botão, mas muito bem implementado, já que a direção que você aponta enquanto aperta o solitário botão cria combinações diferentes. Os quebras cabeças envolvem itens, como facas, granadas, dinamites e...o rato de estimação de Sketch. É, um rato. Leptospirose não parece ser uma ameaça para alguns.


Outro ponto que chama a atenção é o uso de som. Exemplo perfeito do efeito grunge da época, o jogo é repleto de rocks dos anos 90. Sem os vocais é claro. Mesmo não tendo voz nas músicas o jogo em si tem bastante. Sejam os gritos de Sketch, à algumas falas bem nítidas. Algo bem raro em um jogo de Mega Drive.


Porém o jogo tem falhas. É curto e difícil. Muitas vezes frustrante até demais. E mesmo sendo curto, os inimigos são de certa forma repetitivos. Mas todos com uma aparência dos anos 90. Aquele charme que nos faz odiar essa década, assim como gostar.


Com gráficos de primeira, jogabilidade intuitiva, ambientação invejada por muitos jogos atuais, a única explicação que consigo encontrar para esse jogo não ser lembrado é o que apresentei no primeiro paragráfo: timing.


Comix Zone está disponível para download no Virtual Console do Wii, e custa 800 Wii Points (8 dólares) e vem muito bem recomendado por esse que vos fala.

6 de novembro de 2008

"Gameconomia"


Que gamer quer pesquisar sobre macroeconomia? Ou sobre economia no geral? Quem quer saber de liquidez do mercado e mercado câmbial, e como diabos isso atinge a sua capacidade para comprar objetos nerds?


Sim, a atual crise econômica atinge até os video games. Os gamers assistem na TV, lêem na internet ou nos jornais impressos, e a cada nova informação...ficam sem entender NADA! Para isso, a sempre prestativa Nintendo, resolveu produzir um jogo, para Nintendo DS, junto com a Nikkei (jornal que trabalha com economia do japão), para ensinar sobre termos e como funciona a economia em geral.


A idéia é interessante, mas como é um jogo japonês, pode aparecer alguma coisa bizarra. Tipo, você é um economista que fica viajando por gráficos e no final tem que enfrentar o chefão: o dragão da inflação. Até que não seria uma má idéia. Eu poderia até aprender um pouco de economia.
O jogo não tem data de lançamento e nem nome definido. Ao que tudo indica, o Nintendo DS é o único a recebê-lo.

3 de novembro de 2008

Aquele não é o Van Damme?


"O melhor filme da carreira de Jean-Claude Van Damme" dizem alguns. Com a filmografia do ator(ou para os críticos, "ator") não significa muita coisa. Mas pelo visto, esse novo filme vai chamar muita atenção. J.C.V.D., é a mais nova obra de arte cinematográfica, do ator belga.

O filme, pseudo-autobiográfico, mostra Van Damme com a carreiro no fim, e a vida destroçada pelos vícios do estrelismo. Perde a custódia da filha, e não consegue mais papéis para se sustentar, seja por ser velho, ou porque ninguém mais se importa com ele.


No fundo do poço (para usar um eufemismo), o ator retorna à Bruxelas para visitar os queridos papai e mamãe, e no meio do caminho acontece um assalto à uma agência de correio. No meio da confusão, Van Damme que estava na agência de correios é visto como o suspeito do crime.

Bizarro, é um adjetivo muito usado pela minha pessoa. Mas para descrever a idéia desse filme, não existe um termo melhor. Só não digo que é o filme mais bizarro do Van Damme, porque ele fez um com Dennis Rodman, em que ele está no Coliseu com um monte de minas enterradas e com um tigre solto. Ah, e contra o Mickey Rourke.
Para quem quiser ver o trailer do filme, aí esta:
O filme tem estréia no Brasil, prevista para julho.