25 de dezembro de 2008

Estranha Criatividade



De vez em quando novos conceitos são criados em qualquer meio. Video games não fogem dessa regra. Porém, após algum tempo, milhares de cópias desse conceito são colocadas à venda, e o que é novo e que realmente vai ter um lugar na eternidade parece uma memória distante. World of Goo é o tipo de criação que vai ser duplicada, de maneiras diferentes e com nomes diferentes, mas que sempre será lembrada como o divisor de águas.


O jogo (que está disponível no canal WiiWare por 1500 Wii Points, equivalente a 15 dólares) consiste basicamente em um simulador de fisíca. Você cria estruturas com um número limitado de gosmas ("goo"). Cada construção deve alcançar um cano, que é o final da fase, e o número de gosmas sobresalentes deve ser satisfatória para que passe para a próxima fase.


Começando com essa premissa única, o jogo não decepciona em sempre te impressionar. A medida que os desafios vão aumentando, também aumenta a bizarrice que rege o jogo. Nada no jogo pode ser dito convencional. Não há personagens humanos, (só alguns em pequenos vídeos) e pode-se dizer que os melhores personagens são os cenários. Às vezes literalmente.


A arte é impecável. Parece algo saído de um filme do Tim Burton. É impressionante como cada nova fase tem uma nova maneira de ser apresentada, e casa perfeitamente com o novo desafio. Nada parece forçado, e sempre te incita em querer ver até onde os criadores conseguem "viajar".


Graficamente não há nada de espetacular, mas se há uma coisa que World of Goo prova de uma vez por todas é, que a criatividade não tem limites técnicos, apenas mentes limitadas. É raro um jogo ter uma direção artistica capaz de fazer você esquecer o quanto algo não parece real e se focar apenas em jogar. E sem duvida, aqui isso é feito com maestria.


Igualmente inspirada é a seleção de músicas. Todas incomuns, e se encaixam tão bem no ambiente criado, que não há como imaginar o jogo sem as músicas. Outro ponto alto do jogo. Músicas de video game geralmente são boas, mas são escassas as vezes que elas representam tão bem a sua obra principal.


E o mais interessante, é que o jogo foi feito por 3 pessoas, mas a maioria do trabalho contou com apenas dois homens. World of Goo é o ápice do que uma produtora indpendente e pequena pode fazer com a inspiração correta, e é um grande exemplo que nem tudo que é simples, precisa ser feio e mal acabado, e que seus defeitos não devem ser perdoados com a desculpa de que é um jogo barato. O melhor jogo de WiiWare, e provavelmente o melhor do ano, veio do lugar mais incomum.

17 de novembro de 2008

Gênio um ano mais perto da morte!



Shigeru Miyamoto. É. Ponto final. Não preciso escrever mais nada. Quer dizer...só pra quem

tiver lendo saber quem ele é. E para quem não faz idéia de quem ele seja, saiba de uma coisa: você não seria quem é hoje se não fosse por ele.

Esse post é em homenagem, ao aniversário dele, que foi ontem, dia 16 de Novembro. Mas "quem é Shigeru Miyamoto?", você me pergunta. Ora, isso indica que você não é uma pessoa feliz.

Miyamoto nasceu em Kyoto, no Japão, no ano de 1952. É um músico amador japonês, formado no curso de Desenho Industrial. Um artista, para uns. Um Deus para a maioria. Por que? Ele é o criador do video game moderno. Todo mundo que jogou video game a partir dos anos 80 deve agradecer a ele.

Criador de Super Mario, Zelda, Donkey Kong, F-Zero, Star Fox e um monte de séries que influenciaram qualquer jogo que foi lançado depois deles. Sempre que Miyamoto trabalha em algo, a espera pode gerar um novo mundo, que você nem sabia que gostava.

Encerro esse post com apenas uma palavra: Parabéns!

15 de novembro de 2008

Comix Zone



O "timing" é um fator decisivo para que um fato seja o acontecimento do momento, criador de revoluções que jamais deixarão de ter a sua influência. Porém, também é responsável por grandes injustiças, e pode enterrar idéias que também causariam diferenças se tivessem a atenção necessária. "Comix Zone" é um grande exemplo de um jogo esquecido pelo tempo por sair na hora errada.


Em 1995, todos os jogadores de video games estavam jogando os seus recém adquiridos PlayStations, Sega Saturns, ou esperando por um Nintendo 64. Foi nesse período em que Comix Zone foi lançado para o, já então defasado,, Mega Drive. Esse talvez seja o único motivo que fez o game perder a aparência de novidade.


Mas vamos ao jogo. Você controla Sketch Turner, um quadrinista/roqueiro que durante uma noite trabalhando na sua revista em quadrinhos, um raio atinge o personagem e o leva para dentro da sua história. E pra piorar...Mortus (o vilão) sai para o mundo real e passa a tentar matar Sketch...desenhando na revista.


Ou seja, é que nem aquele desenho do Patolino em que ele está em uma página e uma mão misteriosa fica desenhando na revista apenas para sacanear com o Patolino. Só que com porrada. E aliens. E explosões. E a mão não é misteriosa.


Igualmente único são os seus gráficos. Eles são impecáveis. 13 anos depois eles ainda impressionam. Imagine na época que ele saiu. Antes de Cel-Shading, era assim que os desenvolvedores faziam um jogo parecer desenho. E era bom.


O uso dos quadros e painéis no jogo é provavelmente o aspecto que mais chama atenção, e de longe o mais criativo. Em vez de sair de uma sala, você sai de um quadrinho e vai pra outro. Cada fase é uma página. Dos balões de pensamento e diálogos, às onomatopéias, um ambiente de uma revista em quadrinhos perfeito é criado.


O jogo é uma mistura de ação com quebra-cabeças. A ação, com um sistema de lutas que usa apenas um botão, mas muito bem implementado, já que a direção que você aponta enquanto aperta o solitário botão cria combinações diferentes. Os quebras cabeças envolvem itens, como facas, granadas, dinamites e...o rato de estimação de Sketch. É, um rato. Leptospirose não parece ser uma ameaça para alguns.


Outro ponto que chama a atenção é o uso de som. Exemplo perfeito do efeito grunge da época, o jogo é repleto de rocks dos anos 90. Sem os vocais é claro. Mesmo não tendo voz nas músicas o jogo em si tem bastante. Sejam os gritos de Sketch, à algumas falas bem nítidas. Algo bem raro em um jogo de Mega Drive.


Porém o jogo tem falhas. É curto e difícil. Muitas vezes frustrante até demais. E mesmo sendo curto, os inimigos são de certa forma repetitivos. Mas todos com uma aparência dos anos 90. Aquele charme que nos faz odiar essa década, assim como gostar.


Com gráficos de primeira, jogabilidade intuitiva, ambientação invejada por muitos jogos atuais, a única explicação que consigo encontrar para esse jogo não ser lembrado é o que apresentei no primeiro paragráfo: timing.


Comix Zone está disponível para download no Virtual Console do Wii, e custa 800 Wii Points (8 dólares) e vem muito bem recomendado por esse que vos fala.

6 de novembro de 2008

"Gameconomia"


Que gamer quer pesquisar sobre macroeconomia? Ou sobre economia no geral? Quem quer saber de liquidez do mercado e mercado câmbial, e como diabos isso atinge a sua capacidade para comprar objetos nerds?


Sim, a atual crise econômica atinge até os video games. Os gamers assistem na TV, lêem na internet ou nos jornais impressos, e a cada nova informação...ficam sem entender NADA! Para isso, a sempre prestativa Nintendo, resolveu produzir um jogo, para Nintendo DS, junto com a Nikkei (jornal que trabalha com economia do japão), para ensinar sobre termos e como funciona a economia em geral.


A idéia é interessante, mas como é um jogo japonês, pode aparecer alguma coisa bizarra. Tipo, você é um economista que fica viajando por gráficos e no final tem que enfrentar o chefão: o dragão da inflação. Até que não seria uma má idéia. Eu poderia até aprender um pouco de economia.
O jogo não tem data de lançamento e nem nome definido. Ao que tudo indica, o Nintendo DS é o único a recebê-lo.

3 de novembro de 2008

Aquele não é o Van Damme?


"O melhor filme da carreira de Jean-Claude Van Damme" dizem alguns. Com a filmografia do ator(ou para os críticos, "ator") não significa muita coisa. Mas pelo visto, esse novo filme vai chamar muita atenção. J.C.V.D., é a mais nova obra de arte cinematográfica, do ator belga.

O filme, pseudo-autobiográfico, mostra Van Damme com a carreiro no fim, e a vida destroçada pelos vícios do estrelismo. Perde a custódia da filha, e não consegue mais papéis para se sustentar, seja por ser velho, ou porque ninguém mais se importa com ele.


No fundo do poço (para usar um eufemismo), o ator retorna à Bruxelas para visitar os queridos papai e mamãe, e no meio do caminho acontece um assalto à uma agência de correio. No meio da confusão, Van Damme que estava na agência de correios é visto como o suspeito do crime.

Bizarro, é um adjetivo muito usado pela minha pessoa. Mas para descrever a idéia desse filme, não existe um termo melhor. Só não digo que é o filme mais bizarro do Van Damme, porque ele fez um com Dennis Rodman, em que ele está no Coliseu com um monte de minas enterradas e com um tigre solto. Ah, e contra o Mickey Rourke.
Para quem quiser ver o trailer do filme, aí esta:
O filme tem estréia no Brasil, prevista para julho.

29 de setembro de 2008

Mega Man 9


O que faz um jogo ser um clássico? Mega Man 2 lançado a 20 anos até hoje é visto como o ápice da série. Mesmo com anos de novos tipos de Mega Man (as série X, Zero, Battle Network e ZX) a saga original continua sem igual. Mega Man 9, lançamento de WiiWare pela bagatela de 1000 Wii Points, mostra esse poder que a saga originada no Nintendinho até hoje tem, e em muitos momentos a eleva a um outro nível.
O grande trunfo de Mega Man 9 e da Capcom, é que mostra que certas coisas em games não dependem da quantidade de poligonos, mas sim da criatividade dos seus realizadores. Às vezes as limitações gráficas impostas pelo jogo ajudam em tornar a experiência mais envolvente que muitas super produções atuais.
Todas as caracteristas marcantes da série antiga aparecem aqui. Os desenhos utilizados nos vídeos, o design de fases(que é provavelmente a melhor de todos as versões) e personagens, e a dificuldade são constantes no curso da aventura. Porém o que torna Mega Man 9 novo, é como os desafios parecem nunca terem sido vistos antes. E muitas vezes o são.
Gráficos a parte, Mega Man 9 é provavelmente o título mais bem trabalhado de WiiWare. Até mesmo o estilo "cara de joelho" do personagem é bem utilizado para ajudar a experiência a atingir a sua meta. Ser simplesmente o melhor Mega Man. E para isso, o jogo se baseou na versão mais elogiada de todas: Mega Man 2. A ausência do dash (rasteira rápida para fugir de ataques) e do tiro carregado (sendo possível carregar a arma de Magma Man, semelhante ao que era possível com a de Heath Man) são exemplos dessa inspiração.
Provavelmente o ponto alto de toda a série sejam as músicas. Cada fase tem uma marcante. Pessoalmente, a do estágio de Tornado Man é a mais inspirada e bem implementada. Não desmerecendo as outras. Claro que são em formato "midi", para relembrar os velhos dias do robô azul.
Não é a mais difícil das versões, mas em uma série famosa por testar as habilidades dos maiores viciados e deixá-los suando frio, não significa que é fácil. Frustração é uma constante, do jeito que Mega Man foi feito pra ser. Não é para qualquer um. O jogo é simples, mas longe de ser simplório.
As novidades ficam por conta da própria origem desse título: a internet. Rankings de recordes mundiais, conteúdo para download, como personagens (Protoman, por exemplo) e novas fases, e desafios colocados no jogo(Os famosos "achievments), como chegaro ao final sem ser atingido, derrotar um chefe em 10 segundos ou destruir mil inimigos.
Mega Man 9 é um tanto quanto curto, porém com as novas possibilidades impostas por downloads pode ficar mais longo, entretanto o jogo pode ser terminado em 40 minutos (inclusive é um dos 50 desafios).
Depois de 20 anos, é possível agora dizer que há uma versão que ao menos se equipare à Mega Man 2. E para os anais da história dos video games tal feito é notável, mesmo nos dias de hoje. Parabéns à Capcom por mostrar que ainda tem o jeito de te fazer odiar espinhos e realmente impressionar o jogador e mostrar que algumas coisas são atemporais nos video games.

17 de agosto de 2008

"MerchanMan"


Lembra quando você era criança, jogava Mega Man no seu Nintendinho e sempre sonhava em poder ter um Energy Tank reserva? Não? É...acho que ninguém sonhava com isso. Mas para quem sonhava, é possível viver esse sonho agora!

Com o lançamento do novo (porém com aparência de velho) Mega Man 9, a Capcom vai disponibilizar para vendas uma bebida energética ( aquelas que parecem refrigerante, mas tem gosto de remédio) baseada nos Tanques de Energia dos jogos. Claro...isso apenas no Japão. Isso nunca daria certo no Brasil. Não temos nerds o suficiente.

Não é a primeira vez que uma empresa utiliza um item do mundo ficitício do jogo como estratégia de divulgação. A Square-Enix vendia uma"poção" durante o lançamento de Final Fantasy XII. Claro que a poção também era uma bebida energética. Estranho...porque eu acho que video game e bebidas energéticas não são uma combinação que faz muito sentido.

14 de agosto de 2008

Ah, o Japão...(2)


Se você acha que o Brasil tem coisas estranhas, é porque não conhece nada que veio do Japão com a sua cultura milenar de fazer bizarrices. O Brasil pode ter uma loira oxigenada usando luvas de dedo e que fala com um papagaio enquanto geme sobre um prato de comida qualquer, mas o Japão tem o novo jogo de Wii Captain Rainbow.

Não há muitos detalhes sobre o jogo, mas a história fala sobre um artista que interpreta um herói em um programa de TV. Mas o seu programa acaba depois que muitos dos seus convidados especiais se tornam...impopulares. Mas Nick (alter-ego do personagem) não desiste e vai procurar novos personagens para o seu programa em uma ilha chamada Mimin.

Achou estranho? Pois é...e esses novos personagens que ele encontra são mais ainda. Todos são personagens de jogos produzidos pela Nintendo, e que foram esquecidos. Vendo os personagens dá pra entender porque foram esquecidos. Só para se ter idéia, um deles é a boca-de-boquete Birdo. Tem também o mini-pugilista Little Mac da série Punch-Out (que está obeso), entre outros que nem vale a pena citar...porque não os conheço.

Ao que tudo indica, Captain Rainbow terá vários tipos de jogabilidade, a fim de explorar a ilha e para ajudar os personagens. O jogo é produzido pela Skip, responsável pela série Chibi Robo (um jogo obscuro) e pelo visto saíra apenas no Japão. Ah, o Japão...

13 de agosto de 2008

Ah, o Japão..


Antes mesmo dos emos chamarem a atenção com a sua aparência exageradamente "metrosexual", os japoneses já dominavam a arte do bizarro e sexualmente duvidoso. Basta ver os animes, jogos e mangás provenientes do país para entender o que digo.

Se vocês achavam que a moda dos japoneses de fazer com que as veias homofóbicas ocidentais saltassem de raiva acabou...você se engana, pois Ikatan: Ikamono no Jiken para Nintendo DS chegou!

O jogo consiste em você controlar...um travesti. Sim, um travesti! Um travesti detetive que usa vários disfarces. Todos D-I-V-I-N-O-S. E quando o disfarce é descoberto o/a protagonista tem que mudar para outro. Só podia vir do Japão mesmo.

14 de fevereiro de 2008

Sexo Explícito? Mentira Implícita!



No final do ano de 2007 houveram grandes lançamentos de jogos, e a disputa pelo melhor jogo do ano foi acirrada. Entre um dos competidores estava o altamente customizável "Mass Effect". Um jogo que trata, entre muitas outras coisas, de ficção cientifíca, comunicação, e fatos que não pude presenciar pois não joguei o jogo na íntegra e não ouso querer demonstrar que o joguei.

Porém tem sempre alguém querendo demonstrar que sabe mais do que realmente tem conhecimento. Nesse caso há a Fox News. Durante um segmento...que não sei o nome (por incrível que pareça eu não tenho Fox News) o seguinte tema é abordado: sexo em video games. E o jogo Mass Effect é jogo estudado e acusado de conter cenas de sexo explicito. Durante a reportagem, a jornalista convidou para um debate, a psicóloga infantil Cooper Lawrence e o especialista em video games Geoff Keighley.

Porém a tal psicóloga após execrar os jogos em geral, e fazer comentários sobre a tal nudez frontal e cenas picantes de sexo, esqueceu de fazer uma simples pesquisa...jogar o jogo. Após os comentários infundados de Lawrence, vieram os comentários de Keighley, que apesar de tentar mostrar a verdade (Que nem sequer há cena de sexo explicito) é bruscamente cortado pela jornalista, que começa a fazer comentários negativos sobre "esse tipo de jogo".

O que aconteceu após essa reportagem é o mais interessante. Como todos os jornalistas especializados em video game, e os próprios gamers que jogaram o jogo, sabem da verdade, fizeram uma mini-rebelião. Foram nos sites em que o livro da psicóloga infatil era vendido e fizeram comentários negativos e justificando os seus atos de forma irônica: "Não li o livro, mas eu sei que não é bom".

Entretanto, não só os nerds de internet fizeram ser ouvidos. A Eletronic Arts, dona da licença, exige que a Fox News se retrate da "desinformação" aplicada pelo canal. E também constata que há programas muito mais lascivos na sua grade, (Citou exemplos como "The O.C."). E finalmente deu uma alfinetada dizendo que isso acontece pois as emissoras de TV estão cada vez mais preocupadas com os video games pegarem telespectadores.

E para quem sabe alguma coisa de inglês além de "The book is on the table" aqui está o vídeo da reportagem: