10 de dezembro de 2007

O céu não é o limite!



Em 1985, o mercado dos video games estava a um triz de sofrer um colapso total. Não parecia haver um jeito de se recuperar. Eis que surge no Japão o Nintendo Entertainment System, conhecido no Brasil por seus fãs como ''Nintendinho''. Foi o console que tirou a indústria gamistica do limbo. E sem dúvida alguma, o que fez o Nintendinho ser o fenômeno salvador de outrora, foi jogo de lançamento ''Super Mario Bros.'', o jogo que fez Mario ser o que é hoje e também o tornou o maior ícone dos video games.
E tal fama irá ter seus 15 minutos prolongados outra vez. Essa afirmação vem após dias jogando talvez o melhor jogo da série, (e possivelmente o melhor jogo da história) Super Mario Galaxy para Wii. É impressionante o cuidado com todos os detalhes que fizeram os jogos de Mario serem o ''Cálice Sagrado'' da indústria.
A história sempre foi o elemento mais fraco da franquia, e não é diferente nesse jogo. Bowser sequestra a Princesa Peach, mas dessa vez não só a princesa, junto com todo o castelo e leva-os ao espaço, Mario vai atrás, mas é atacado na tentativa de resgate e acorda em um planeta e descobre que a única maneira de salvar a Princesa é ajudando uma nova personagem chamada Rosalina, a recuperar energia para o seu ''planeta-espaçonave''.
Não é uma trama original, porém a criatividade do jogo começa no design das fases e dos personagens. Vários mini-mundos com sua própria gravidades te atraindo para o centro deles fazem o jogo ter momentos únicos e memóraveis. Não há nada de comum no jogo. Exceto a premissa ''Herói ao resgate da pobre Princesa''.
Mas do que adianta uma boa idéia, sem um desenvolvimento igualmente satisfatório? Nada. E o que faz do jogo ser um clássico instantâneo, é a mistura de originalidade e jogabilidade perfeita. Não há nada que peçam no jogo que você não seja capaz de fazer. E o que torna isso mais interessante é que não há pouco a se fazer e nem mesmo tarefas simples. Pular enquanto se está de cabeça para baixo, de lado, Frango Assado, Papai-e-Mamãe etc. Não há uma forma só. E é tudo tão intuitivo que torna a sensação única e ao mesmo tempo familiar.
Visualmente o jogo é impecável. Claro que há jogos mais realistas e com melhores efeitos, mas é notório o uso de efeitos gráficos a ponto de tornar o jogo, tecnicamente, louvável. Mas o que esse jogo prova de uma vez por todas é que, um video game é mais do que uma tentativa de imitar o real, mas sim de criar novos mundos, e não há melhor exemplo do que os ambientes criados nesse jogo.
Tudo que Super Mario Galaxy fez foi evoluir os conceitos criados pela sua própria série, e evoluiu de maneira única e bem elaborada. A maior franquia da História dos Video Games ainda irá viver muitos anos se continuar dependendo dos responsáveis por esse jogo. Manter o legado ''Mario'' é difícil, mas a Nintendo conseguiu fazer o personagem ser respeitado, mesmo em tempos que a aceitação de um jogo é igual a quantidade de sangue que é derramado ao decorrer do ''Press Start'' ao ''The End''.

3 de dezembro de 2007

Verosimilhança Geográfica



Já se perguntou onde ficam aqueles lugares que não existem no mundo da ficção? Eu nunca me perguntei, até porque me importo mais com a história do que com a posição que tal lugar acontece. A história já é mentira, por que me preocupar com o lugar?
Mas para quem faz essa pergunta a si mesmo, a Marvel lançou o Marvel Atlas. Nesse Atlas você saberá tudo dos paises fictícios que foram criados na história. A história, a economia e tudo mais. Até a população! E eles ainda utilizam de ilustrações das revistas e de mapas para indicar onde fica cada país.
Os responsáveis pela empreitada foram auxiliados por fãs com sites na internet para poder melhor ''colocar'' os paises em seus merecidos lugares. Assim fã nenhum vai poder reclamar.
Quem estou querendo enganar, fãs sempre reclamam por alguma coisa.

2 de dezembro de 2007

Retro Remake

Alguma vez já viu um filme ou desenho que você acha a idéia tão interessante que merecia uma espécie de abordagem em outra mídia para realmente alcançar um potencial maior como franquia?

Já aconteceu antes com James Bond. Em 1997, a produtora Rare lançou o jogo que mudaria para sempre a história dos jogos de tiro em primeira pessoa nos consoles: GoldenEye. Não apenas se tornou o melhor jogo baseado em filme, como também um evento sem par na época. E tudo foi utilizando muito bem a licença do espião britânico. Praticamente salvou também os filmes. Uma nova legião de fãs foi gerada.
Isso só poderia acontecer com as abordagens que uma mídia diferente, como o video game, poderia proporcionar. Claro que como gamer eu tenho exemplos de jogos, mas há tantas outras mídias que poderiam salvar franquias esquecidas, a chegar a novos patamares.

Mas o que realmente me inspirou a escrever esse post foi o recém anunciado jogo do Caça-Fantasmas, para Xbox 360, PS3, Wii, PS2, DS e é claro computadores.


Uma franquia cheia de boas idéias, personagens interessantes, humor sutil e potencial para se tornar um jogo capaz de revitalizar uma franquia a muito esquecida e lembrada apenas pela música tema. E ainda mais, o jogo vai ter as vozes de todos os 4 Caça-Fantasmas originais (Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e o negro [que eu sei que vocês não sabem o nome, seus racistas] Ernie Hudson) e é roteirizado pelos próprios Aykroyd e Ramis.
É claro que é capaz desse jogo ser um total fracasso, ou um bom jogo mas não memorável a não ser que seja um fã de Caça-Fantasmas. Mas a oportunidade está aí. As idéias continuam boas, as personagens continuam carismáticos, e o marinheiro de Marshmallow ainda me lembra o boneco da Michelin. Qualquer erro, é uma oportunidade perdida. E lembre-se: Nunca se esqueça!

1 de dezembro de 2007

Marketing Vs Diversão Casual



Após o sucesso do Wii, muitas perguntas foram feitas sobre o futuro dos video games. Que caminho as produtoras iriam tomar, tendo em vista a natureza diferente dos jogos do novo console da Nintendo?
Não preciso falar que o público alvo do Nintendo Wii são os jogadores casuais, e esses procuram jogos diferentes dos que já existiam antes. Jogos super produzidos deram lugar para jogos mais simples e de maior apelo às massas.

Mas jogos super produzidos ainda tiveram vez no Wii, mas o resultado parece não satisfazer tanto em vendas quanto os jogos mais simples. Jogo em questão...Super Mario Galaxy.

Há relatos que possivelmente é o melhor jogo do Mario, e para quem conhece a história dos jogos dele isso não é pouco. Mas as vendas, no Japão, estão abaixo do esperado. O que faz pensar que talvez os melhores jogos, sejam ignorados pelo público do Wii.

Em contrapartida, no Xbox 360, em um único dia Halo 3 vendeu 3 milhões de cópias e arrecadou 170 milhões, valor que nem filmes de Hollywood conseguem. Lembrando que a base do Wii é maior que a do 360, o que faz a idéia de que o Wii é meramente um console feito para rodar Wii Sports ou Wii Play.
Porém muitos se esquecem que, Halo 3, apesar de ser um ótimo jogo, é visto por muitos não como o melhor jogo da história mas é um jogo divertido para os que jogam online. Mas o que faz Halo 3 vender tanto além de ser um bom jogo? Marketing.
O marketing do jogo cria expectativa no jogador a ponto de fazer com que creia que seja o melhor jogo da história. E os fatos mostram que há jogos melhores e menos vendidos que ele. E Halo 3 bateu recordes em custos de marketing. Não é mera coincidência. Até História em Quadrinhos foram feitas.
A comparação que tento fazer não é para mostrar que Halo 3 é ruim, mas que devemos ficar atentos ao tipo de coisas que devemos temer como jogadores de video game. Sim, devemos nos preocupar com o fato de Super Mario Galaxy não ser mais vendido do que os jogos casuais como Wii Sports. Só que também devemos nos preocupar com o Marketing dominando os games. Criando vontades em, nós consumidores, de algo que no final não existe.